21 Julho 2019

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Fogo: Campanha de vinificação arrancou hoje em espaço adaptado até à conclusão das obras da adega provisória

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São Filipe, 13 Jul (Inforpress) – A campanha de vinificação na adega/cooperativa de Chã das Caldeiras teve início hoje na residência do presidente da adega em Cova Tina até à conclusão das obras da adega provisória. David Gomes Monteiro “Neves”, que é também técnico na área vitícola e responsável da adega/cooperativa de Chã das Caldeiras, disse à Inforpress que a produção deste ano vai ser muito inferior à do ano passado, que terá sido a maior produção de sempre. Dado ao atraso nas obras, explicou que foram criadas as condições mínimas para a vinificação na sua residência e que, após a conclusão das obras da adega provisória, far-se-á a transferência para as novas instalações. Segundo David Gomes Monteiro, a produção deste ano deve rondar os 40 por cento (%) em relação a 2014, ano em que a adega/cooperativa chegou a transformar 260 toneladas de uvas em vinho, salientando que os equipamentos salvados aquando da erupção vulcânica vão permitir iniciar a campanha de vinificação, a decorrer, possivelmente, até ao final deste mês. A baixa produtividade, de acordo com este técnico, nada tem a ver com a ocorrência de erupção vulcânica de Novembro de 2014, mas com a fraca pluviosidade ocorrida no interior da Caldeira durante o ano de 2014 e na ilha do Fogo, de uma forma geral. Apesar da baixa produção, o responsável da adega assegurou que se vai garantir emprego a pelo menos 10 pessoas na vinificação deste ano, sem contar as que estão envolvidas na colheita, que começou no passado sábado, 11 de Julho. Os equipamentos para a produção do vinho foram testados no último fim-de-semana, com a colaboração de um técnico das Ilhas Canárias da empresa que vai instalar a adega provisória em construção, informou, para realçar que quer a câmara frigorífica, quer a máquina de refrigeração, prensa e outros estão a funcionar. Lembrou, por outro lado, que, antes do início da campanha, a adega procedeu ao engarrafamento do vinho tinto do ano passado que foi possível salvar antes da destruição da adega/cooperativa pelas lavas da última erupção. Os responsáveis da adega calcularam os prejuízos da destruição da infra-estrutura e da produção do ano passado em cerca de 150 mil contos e só a matéria-prima (uva) recebida dos produtores, em 2014, foi 260 toneladas, perfazendo 52 mil contos, já que cada quilo custa 200 escudos. Normalmente, os sócios da adega entregam a matéria-prima e o pagamento é feito em duas parcelas, nos meses de Dezembro e Junho, mas, no ano passado, como toda a produção de vinho branco foi consumida pelas lavas, ainda não foi feito o pagamento aos produtores. O responsável da adega/cooperativa recordou, neste particular, que houve uma promessa do Governo em compensar os prejuízos, mas que, até ao momento, ainda não existe nada de concreto. Em relação à adega provisória, David Gomes Monteiro confirmou que já estão concluídos os trabalhos de terraplanagem e de acesso ao local, faltando a construção da base para posterior montagem do pavilhão térmico e a construção de pequenos murros para evitar queda de terra. Os equipamentos para a nova unidade provisória deverão chegar da Espanha nos próximos dias e a previsão para a sua instalação é de uma semana, desde que estejam concluídos os trabalhos da base e do murro de suporte. Caso a instalação se verifique antes do término da vinificação, o processo será transferido para o novo espaço, assim como os produtos transformados. Em relação à adega Sodade, situada em Achada Grande (Mosteiros), que é propriedade dos produtores de Relva, Achada Grande e Corvo, a campanha vai ter início dentro de uma semana e meia. JR/AB Inforpress/Fim
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