21 Julho 2019

Video Notícias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8

São Filipe: ASDE pondera comprar entre cinco a sete toneladas de uva nos produtores de Chã das Caldeiras – Padre Fasano

  • PDF
Partilhar esta notícia
São Filipe, 08 Jul (Inforpress) – A Associação de Solidariedade para o Desenvolvimento Económico (ASDE) estuda a possibilidade de comprar entre cinco a sete toneladas de uvas nos produtores de Chã das Caldeiras para reforçar a produção de vinho na adega de Monte Barro. O padre Octávio Fasano, responsável da ASDE, disse à Inforpress que “está a dialogar com os produtores de Chã para a compra de matéria-prima”, cujo preço é elevado. Há três anos, explicou, a ASDE comprou uma grande quantidade de uvas aos produtores de Chã das Caldeiras, mas, nos dois últimos anos, utilizou apenas as uvas da vinha de Maria Chaves na produção dos seus vinhos. Tal decisão, segundo o padre Fasano, se deve ao facto de a produção da vinha de Maria Chaves, que ocupa neste momento uma área cultivável de 23 hectares e fornece matéria-prima para adega de Monte Barro, estar a braços com as consequências de um ano da seca e de falta de água para a agricultura. Octávio Fasano lembrou que o Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) prometeu água para a vinha, mas que, devido a problemas técnicos, ainda não foi possível disponibilizar água em quantidade suficiente para fazer prosperar a vinha. Só nas últimas duas semanas, a água começou a chegar à vinha de Maria Chaves, mas ainda em quantidade insuficiente, confirmou o padre, que se mostra esperançado de que vai chover esta ano. Para este dirigente da ASDE, é necessário uma melhor organização no sistema de distribuição de água, que é a condição fundamental para o desenvolvimento de uma agricultura de qualidade na ilha, sendo que, neste momento, ainda não dispõe de previsão em termos de produção para o presente ano. “A ASDE está mais preocupada em desenvolver um produto de qualidade do que em grande quantidade”, afirmou o padre, indicando que continua a dialogar com o MDR no sentido de disponibilizar mais água para a agricultura, dando assim mais oportunidade aos camponeses para desenvolverem a prática agrícola. A vinha precisa de uma média de 70 a 80 metros cúbicos de água/dia durante oito meses, sendo que, nos restantes quatro meses do ano, a quantidade é bem inferior, referiu esse responsável, para quem a área cultivada poderá ser significativamente aumentada com a regularização no fornecimento de água. Informou, por outro lado, que dois jovens que trabalham no projecto vão se deslocar à Itália para, no âmbito da expo-internacional sobre alimentação no planeta, que decorre desde 01 de Maio até finais de Outubro em Milão, participar na conferência “Terra madre”, onde são esperados cerca de cinco mil pessoas de todo o mundo para debater aspectos relacionados com o desenvolvimento da agricultura. Essa participação é suportada pela organização e constitui um reconhecimento pelo trabalho que a ASDE tem realizado para o desenvolvimento da agricultura e, para os jovens, constitui um momento para a troca de experiência com jovens de outras paragens, sublinhou. A adega de Monte Barro, que produz cinco espécies de vinho, sendo o último colocado no mercado o tinto “Pico do Fogo”, participou, também este ano, na cidade italiana de Verona, numa feira mundial de vinho em que havia um sector destinado ao vinho produzido em solo vulcânico como da ilha do Fogo. Além disso, a ASDE enviou um pacote de seis garrafas de vinho a cerca de dois mil amigos italianos que contribuem com muito dinheiro para uma associação italiana amiga de ASDE, referiu. “A nossa associação não pode comercializar, mas doamos algumas garrafas aos amigos que contribuem para a associação”, justificou o padre Octávio Fasano. JR/AB Inforpress/Fim
Leia ainda - Artigos mais recentes: