01 Julho 2022

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Apanha desenfreada de areia nas praias de São Filipe gera revolta

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Entretanto, já há uma decisão sobre o assunto. Esta semana, a comissão intermunicipal constituída por representantes das três Câmaras Municipais, da Agência Marítima e Portuária (AMP), da Polícia Nacional, da Direcção-Geral do Ambiente e dos camionistas e operadores económicos da ilha decidiu, por unanimidade, suspender a extracção de areia no final deste mês. Mas havendo os primeiros rastos de tartarugas, a apanha será suspensa imediatamente. “A comissão intermunicipal de gestão de areia está em articulação com o Projecto de Preservação e Conservação das Tartarugas Marinhas da Ilha do Fogo – Vitó. A suspensão será no final de Julho, ou antes, dependendo da primeira desova”, são garantias do presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Luís Pires. Munícipes contestam Os sanfilipenses discordam da data fixada pela comissão intermunicipal e defendem que a suspensão seja feita o mais rápido possível, já que o ritmo acelerado em que se faz a extracção pode ter “consequências drásticas para o meio ambiente”. Vários cidadãos já procuraram as autoridades marítimas para denunciar o caso. Também ao A Semana chegaram manifestações de repúdio à apanha desenfreada de areia naquelas duas praias. “As praias estão esburacadas, a via que dá acesso a elas está intransitável e, com o consequente avanço do mar, as praias estão a ficar cada vez mais reduzidas”, constata Paulo Pina, um dos voluntários do projecto Vitó. “O mais caricato é que não sei onde estão a utilizar tanta areia, porque não vi obras de vulto na ilha. São dezenas de camiões numa autêntica corrida ao ouro, neste caso à areia”, diz outro munícipe. Grande parte dessa areia fica em stock para ser revendida nos próximos tempos, quando não é “exportada” para a vizinha ilha Brava, soube A Semana. Instado a comentar o que os críticos consideram extracção intensiva de areia nas praias de São Filipe, o delegado da Agência Marítima e Portuária (AMP) defende que tem sido feita de uma forma faseada e controlada, sem pôr em causa a sustentabilidade ambiental. “Após a suspensão da apanha, as praias serão devidamente niveladas”, garante Carlos Rocha. Mas enquanto não começa a desova das tartarugas continua a exploração de inertes nas praias entre Fonti Nobu e Fonti Bila. Actualmente a AMP cobra 1.100 escudos por cada cinco metros cúbicos de areia extraída. Quanto à requalificação da orla marítima, a Câmara de São Filipe promete obras de requalificação e melhoria da via de acesso às praias. Nicolau Centeio

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