17 Julho 2019

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São Filipe: Dez reclusos da cadeia civil transferidos para São Martinho em Santiago

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São Filipe, 03 Jul (Inforpress) – Dez reclusos do estabelecimento prisional de São Filipe foram transferidos esta quinta-feira para a cadeia central de São Martinho, na ilha de Santiago. A transferência dos reclusos enquadra-se no cumprimento da lei que estipula que os reclusos condenados com pena de prisão superior a dois anos devem cumprir a pena numa cadeia central e não num estabelecimento regional como o de São Filipe que, por regra, deve receber os  condenados com pena igual ou inferior a dois anos. Uma fonte da cadeia civil de São Filipe avançou à Inforpress que a maioria dos reclusos encaminhados para a cadeia central de São Martinho, na ilha de Santiago, estão a cumprir penas de mais de quatro anos. Contudo, a direcção deste estabelecimento prisional contactado pela Inforpress não quis prestar quaisquer informações, alegando não dispor de autorização para esse efeito. Esta é a terceira vez, este ano, que reclusos da cadeia civil de São Filipe são transferidos para a cadeia central de São Martinho, sendo que, na primeira leva, ocorrida em Janeiro, foram transferidos 14 reclusos.  Na segunda oportunidade, foram 12 os presos transferidos, perfazendo um total de 36 reclusos transferidos este ano para o estabelecimento prisional de São Martinho. Com a transferência dos reclusos, a cadeia civil de São Filipe conta, ainda, com um número elevado de reclusos, de entre os condenados a pena superior a dois anos, os em situação preventiva e aqueles que estão a cumprir pena inferior a dois anos. Neste momento, a única viatura da cadeia civil encontra-se avariada e os funcionários deste estabelecimento prisional têm estado a usar viaturas particulares para a deslocação à cadeia, situada a mais de seis quilómetros da cidade de São Filipe. A viatura com alguns anos de serviço foi reparada há sensivelmente um ano, mas voltou a avariar-se, apurou a Inforpress. Há sensivelmente um ano, aquando da visita ao círculo eleitoral do Fogo, os três deputados do PAICV tinham garantido à direcção e aos funcionários da cadeia civil que a questão da viatura para responder às exigências deste estabelecimento prisional, estava equacionada com a direcção dos serviços centrais e que iria ser contemplado com uma nova viatura. Na altura, os parlamentares prometeram desenvolver esforços junto do Governo para uma intervenção urgente com vista à melhoria do aspecto físico da cadeia civil que funciona no antigo centro nacional de lepra “Casa Betânia”, dotando-a, além de uma nova viatura, de mais guardas prisionais, aspectos que não foram resolvidas, segundo fontes da instituição. JR/AB Inforpress/Fim
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