25 Junho 2022

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Prejuízos de 45,3 milhões de euros com vulcão do Fogo

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Os prejuízos provocados pela erupção vulcânica, há 19 dias, na ilha cabo-verdiana do Fogo, foram provisoriamente avaliados em cerca de cinco mil milhões de escudos cabo-verdianos (45,3 milhões de euros).

A estimativa foi avançada por Cristina Duarte, ministra das Finanças de Cabo Verde, na parte final dos debates que levaram à aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2015 no arquipélago.

Cristina Duarte adiantou que a 1 de janeiro entrará em vigor o Plano de Reconstrução da Ilha do Fogo, que irá contar com a receita extraordinária do aumento do IVA em 0,5%, de 15 para 15,5%, aprovado quarta-feira no Parlamento, e que deixará de fora o averbamento na água e energia.

O montante esperado da receita extraordinária, segundo Cristina Duarte, é de 354 milhões de escudos cabo-verdianos (3,21 milhões de euros), menos de um décimo da previsão global provisória dos prejuízos, e será gerido pelo Banco do Tesouro cabo-verdiano, através da respetiva direção geral.

A anterior erupção registou-se em 1995, e a atual, desde o dia 23 de novembro, já destruiu as povoações de Portela e Bangaeira, as duas localidades de Chã das Caldeiras, planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos da ilha.

Além das habitações destruídas, bem como de terrenos agrícolas e de pastagem, a lava obrigou ao realojamento de cerca de 1500 habitantes de Chã das Caldeiras, na quase totalidade agricultores e criadores de gado, ameaçando, apesar de os últimos três dias terem sido de acalmia, outras duas localidades no norte da ilha, Cutelo Alto e Fonsaco, a primeira no declive montanhoso do Fogo e a segunda já junto ao mar.

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