27 Junho 2022

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Previsão pluviométrica para 2015 aponta ilhas do Fogo e Brava em situação bastante deficitária - INMG

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Cidade da Praia, 25 Jun (Inforpress) – As previsões pluviométricas de 2015 para Cabo Verde colocam as ilhas do Fogo e Brava em situação “bastante deficitária”, mas as restantes ilhas aparecem em situação normal, ou seja, com quantidade de chuva “suficiente” para garantir a produção agrícola. Os dados foram apresentados hoje pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), durante a reunião de preparação para a época das chuvas de 2015, a decorrer na Cidade da Praia sob a égide do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB). Durante a apresentação do primeiro painel, Antonino Pereira, técnico do INMG, apresentou três tipos de previsões designadamente as dos grandes centros mundiais, dos regionais designadamente ACMAD e AGRYMET e as previsões nacionais para os meses de Julho, Agosto e Setembro. No que se refere aos grandes centros, com excepção do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE) do Brasil, a situação é deficitária para o país, isto é, a qualidade de chuva não será suficiente para garantir a produção agrícola satisfatória e a recarga dos lençóis freáticos em grande escala. Já os centros regionais preveem uma situação acima do normal na zona que inicia do Níger e poderá atingir Cabo Verde. Entretanto, os modelos locais preveem uma situação normal com ligeira tendência excedentária em Santo Antão, Santiago e São Nicolau, enquanto as ilhas do Fogo e da Brava apresentam uma previsão bastante deficitária. Antonino Pereira adiantou que as previsões são feitas com base numa correlação com a temperatura das águas do mar e salientou que se houver a continuidade do aquecimento das águas do atlântico equatorial e nordeste do atlântico a situação da ilha do Fogo poderá evoluir para positiva. Confrontado com a “tese” de que após uma erupção vulcânica o ano costuma ser sempre de boa azágua, o técnico do INMG explicou que é impossível precisar essa informação já que na previsão não foi analisada a questão erupção vulcânica. Contudo disse que durante a erupção vulcânica há sempre libertação atmosférica de grande quantidade de aerossóis, que para além de interferir no balanço energético, energia que sai do solo para o espaço, constitui aquilo que chamam de “núcleo de condensação”. “Isto é, as gotículas de água condensam-se à volta dessas partículas e tendo uma grande quantidade de aerossóis vamos ter uma condensação em massa e provavelmente essa condensação levará à precipitação. E isto poderá explicar a tese após erupção/chuva abundante”, explicou. Antonino Pereira sublinhou que de uma forma geral as previsões do INMG não são muito encorajadoras, mas também não são pessimistas. “Em termos agrícolas, poderemos ter uma situação normal, que dá pelo menos para garantir a segurança alimentar das pessoas durante o ano, isto fazendo a média das ilhas com melhores previsões e das com previsões não muito boas”, apontou. No ano passado Cabo Verde registou um mau ano agrícola fruto da fraca pluviometria. MJB/ZS Inforpress/Fim
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