27 Junho 2022

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Fogo/Reconstrução: Com conselho directivo vai-se atingir velocidade cruzeiro na implementação das acções - GRF

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São Filipe, 24 Jun (Inforpress) – Com a composição do conselho directivo do Gabinete de Reconstrução do Fogo (GRF), este órgão vai atingir velocidade cruzeiro na implementação de acções de reconstrução de Chã das Caldeiras, disse hoje o seu presidente. António Nascimento, que iniciou terça-feira uma visita de três dias à ilha para lançamento de algumas acções do Gabinete, confirmou à Inforpress que o GRF já está instalado e que, neste momento, está-se a trabalhar no plano de reconstrução da ilha, mais concretamente de Chã das Caldeiras. Espera que, dentro de dois meses, esteja concluído um plano de acção com prioridades definidas e que arranquem as acções de melhoria do acesso actual a Chã das Caldeiras e de definição da construção do acesso do lado norte, além do restabelecimento do abastecimento de água através de execução de furo e seu equipamento, sendo que o GRF terá de mobilizar recursos para avançar com essas obras.“Vamos fazer um plano de intervenção urgente e há necessidade de fazer melhorias no actual acesso e as pessoas terão de participar, porque há sítios onde é necessário entrar em terrenos agrícolas para permitir a abertura da via”, explicou António Nascimento, indicando que o GRF vai enviar uma equipa técnica para ver as condições e os meios para melhorar o acesso construído pela própria população entre Monte Amarelo (Portela) e Bangaeira, iniciativa que enalteceu.O GRF começou a trabalhar a partir da sua criação a 09 de Abril de 2015, após a extinção do Gabinete de Crise, mas as acções começaram antes com a missão técnica das Nações Unidas, União Europeia e Banco Mundial para elaboração do PNDA (Programa de Assistência pós-Desastre), através do levantamento dos efeitos da erupção e contabilização dos estragos.A elaboração do PNDA, que contou com a participação de todos os Ministérios com ligação à problemática da reconstrução, está na recta final e vai permitir ao Governo definir as metas e as actividade a serem implementadas a curto, médio e longo prazos, adiantou esse responsável, salientando que ele vai ser apresentado nos próximos dias para aprovação e validação, para depois mobilizar parceiros para o seu financiamento.O presidente do GRF não quis avançar o montante necessário para a implementação do plano de reconstruções de Chã das Caldeiras e do Fogo, porque ainda não foi submetido ao Governo, mas acredita que, seguramente, ultrapassa os 20 milhões de dólares.“É um plano para ser executado a curto, médio e longo prazos e poderá levar alguns anos a ser implementado”, explicou António Nascimento, indicando que, neste momento, está-se a elaborar o plano de actividades do GRF, cujo mandato é para dois anos, período durante o qual as acções a serem executadas vão rondar os 10 milhões de euros.Além do conselho directivo, o GRF é constituída por outros dois órgãos, nomeadamente o conselho de aconselhamento, que integra representantes de todos os Ministérios ligados à matéria de reconstrução, da Cruz Vermelha, das câmaras municipais e da população de Chã das Caldeiras, tendo por mandato discutir e consensualizar todos os planos e projectos antes da implementação, e o conselho técnico. JR/ABInforpress/Fim
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