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Erupção vulcânica: Não há uma cultura de segurança em Cabo Verde – Marisa Morais

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Actualizado a 03/06/2015, 14:12 Cidade da Praia, 03 Jun (Inforpress) – A ministra da Administração Interna, Marisa Morais afirmou hoje que não há uma cultura de segurança em Cabo Verde, tendo em conta o que aconteceu na última erupção vulcânica na ilha do Fogo.   A ministra fez essas considerações quando falava hoje aos jornalistas, na Cidade da Praia, no âmbito do seminário “Erupção Vulcânica na ilha do Fogo – dificuldades e lições aprendidas”, uma iniciativa do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) para socializar as acções desenvolvidas por várias instituições durante a gestão de crise vulcânica que iniciou a 23 de Novembro de 2014 e terminou a 08 de Fevereiro deste ano. “Não há cultura de segurança em Cabo Verde que é vista como uma entidade externa, que cai do céu, e para a qual não colaboramos ou nada fazemos, mas todos somos agentes da protecção civil com responsabilidade primeira de sabermos proteger a nós próprios”, afirmou Marisa Morais, lembrando que o SNPCB teve “muitas dificuldades” em evacuar as pessoas que não queriam abandonar as suas casas nesta última erupção. Segundo ela, são feitas várias acções de sensibilização no terreno e seminários, mas a mensagem “não é interiorizada”, por isso, frisou que é preciso mudar a forma de sensibilização das pessoas e evoluir para as simulações nas escolas e assim criar uma cultura de segurança colectiva a partir do ensino básico. “Devemos saber que quando há uma ordem de evacuação, ela não é um capricho de quem dá esta ordem, mas uma medida para a protecção de pessoas e que deve ser seguida. É uma cultura que tem que ser criada e como o cabo-verdiano é um pouco renitente, temos de mudar e para mudar temos de começar nas escolas”, considerou. Concernente às pessoas que teimam em voltar a morar em Chã das Caldeiras, e que segundo as autoridades já são 31 neste momento, a governante afirmou que são pessoas adultas, “responsáveis, maiores e vacinadas e que sabem quais são os riscos”, lembrando que a erupção terminou no dia 08 de Fevereiro, mas que as lavas ainda “não estão consolidadas ainda nem sedimentadas” no terreno. Concretamente em relação ao novo assentamento para os deslocados de Chã das Caldeiras, vítimas da erupção vulcânica, cujo local já foi identificado pelo Governo em Achada Furna, Marisa Morais garantiu que há todo um trabalho que está a ser feito, sempre com a insistência de que fosse analisado a perspectiva da redução de riscos de desastres que não pode ser evitado, já que “mais cedo ou mais tarde”, haverá nova erupção vulcânica. No seminário que tem também o propósito de analisar e debater as iniciativas governamentais em curso para o processo de recuperação pós-desastre, a ministra avançou que o Executivo pretende criar uma equipa para melhorar tanto o plano de contingência como o plano de emergência das erupções vulcânicas e transmitir alguma memória institucional daquilo que pode e deve ser feito. Temas como “Gestão de risco vulcânico em Cabo Verde”, “Competência da protecção civil na gestão de calamidades”, “Redução de risco de desastres em Cabo Verde”, “Actuação do SNPCB durante as operações de evacuação, resgate de bens, segurança e monitorização da atividade vulcânica” e “Mobilização e acolhimento da ajuda humanitária aos deslocados de Chã das Caldeiras”, vão estar ainda em debate no seminário de hoje. A última erupção vulcânica na ilha do Fogo causou muitos prejuízos materiais em Chã das Caldeiras, com dezenas de casas destruídas pelas lavas, assim como uma vasta área de terrenos agrícolas, parte de produção do vinho armazenado, igrejas, estalagens, tendo provocado largas centenas de deslocados. DR   Inforpress/Fim
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