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Gabinete de Reconstrução do Fogo prepara plano estratégico para desenvolvimento de Chã das Caldeiras

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Actualizado a 18/05/2015, 18:12 Cidade da Praia, 18 Mai (Inforpress) – Um plano estratégico para o desenvolvimento de Chã das Caldeiras vai ser elaborado pelo Gabinete de Reconstrução do Fogo, disse hoje, na Praia, o seu presidente, destacando que o mesmo vai contemplar as vertentes económica, social e cultural. António Nascimento fez este anúncio durante a cerimónia de entrega de um donativo de cerca de 1.800 contos da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP) pela presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano, Filomena Fortes. O plano, segundo o também director-geral das Infra-estruturas, terá uma vigência de dois anos (o mesmo que o Gabinete) e tem como objectivo principal contribuir para que, rapidamente, a vida se restabeleça em Chã das Caldeiras. Neste momento, o Gabinete já começou a trabalhar, nomeadamente com a reabilitação das casas construídas em 1995, em Monte Grande e Achada Furna, na sequência da erupção vulcânica desse ano, informou esse responsável. As mesmas vão ser ampliadas, com mais de três quartos, segundo cada agregado familiar, e ter todas as condições de habitabilidade, confirmou o engenheiro, que prometeu conforto para qualquer família que ali vier a morar. Também já foi assinado um contrato para a construção da adega provisória em Chã das Caldeiras, que será uma estrutura pré-fabricada, que pode ser removível a qualquer momento, e que vai ajudar os produtores da zona a garantirem a produção do vinho este ano, referiu. Adiantou, neste particular, que não se sabe ainda se em Chã das Caldeiras vai ou não ser construída a adega definitiva, mas deixou claro que a infra-estrutura deverá ser uma construção fácil de ser removida, “em qualquer situação de risco”. Segundo António Nascimento, contratos-programa foram também assinados com as câmaras municipais e as associações locais para ajudar na criação de actividades geradoras de rendimento para as famílias afectadas. Está-se, por outro lado, a montar, com o apoio das Nações Unidas, um programa de assistência pós-desastre (PDNA), devendo estar concluído até finais deste mês, adiantou, dizendo que o mesmo vai ajudar na estratégia de recuperação de Chã das Caldeiras, concretamente na identificação de todos os problemas e todos os prejuízos causados pela erupção. Após aprovação pelo Governo, indicou, este programa vai ser submetido aos parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde para financiamento, com realce para as Nações Unidas, a União Europeia, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, entre outros. O presidente do Gabinete recordou que resta ainda definir onde ficarão os novos assentamentos para as pessoas de Chã das Caldeiras, que, “em princípio”, não vai ser habitada, devendo ser um local de trabalho e onde se vai poder fazer apenas construções ligadas ao emprego. “Obviamente, poderá haver uma ou outra construção, mas tem que ser definido que tipo e para que fim”, esclareceu, para assegurar que uma sede do parque natural também vai ser edificada, não se sabendo ainda em que sítio. Questionado sobre as garantias de transparência na utilização dos recursos disponibilizados para a reconstrução do Fogo, lembrou que foi criado um fundo de apoio à reconstrução da ilha, que é coordenado pelo Ministério das Finanças e do Planeamento, através da Direcção-Geral do Tesouro e da Direcção Nacional de Orçamento e Contabilidade Pública. E todas as contas do Gabinete vão ser publicadas mensal e trimestralmente em relatório, assegurou, para acrescentar que todos os parceiros e os cabo-verdianos vão saber onde foi gasto cada centavo. O Gabinete de Reconstrução do Fogo tem um conselho directivo com um presidente e dois vogais, um dos quais vai residir na ilha, um conselho de aconselhamento, que tem três representantes das populações de Chã das Caldeiras, e um conselho técnico. AB Inforpress/Fim
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