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Fogo: Financiamento do MCA vai permitir concretização do “anel hidráulico” – Administrador da Águabrava

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Actualizado a 13/05/2015, 06:42 São Filipe, 13 Mai (Inforpress) – O projecto de interligação da rede de abastecimento de água de Campanas de Baixo (São Filipe) a Mosteiros, aprovado pelo Millennium Challenge Account (MCA-CV), vai permitir a concretização do anel hidráulico interrompido com a redução do anel rodoviário. A constatação é de José Rodrigues, administrador/delegado da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava), para quem a aprovação do financiamento desse projecto, além de garantir maior cobertura do município dos Mosteiros, vai contribuir para a conclusão do anel hidráulico que vai permitir abastecer toda a ilha, elevando a taxa de cobertura para quase 100 por cento (%). O projecto de anel hidráulico, de acordo com  esse responsável, foi elaborado pela empresa responsável pela construção das obras do anel rodoviário e custou 20 mil contos. A sua execução estava orçada em 5.500 contos, tendo sido encomendado grande parte dos materiais e tubagens de variada dimensões, dos quais uma parte ainda se encontra na ilha, informou. José Rodrigues adiantou que a empresa executou uma parte significativa das obras, mais de 31 quilómetros, através dos troços de São Filipe/Patim (sul) e São Filipe/Campanas (norte), salientando que, no quadro do MCA-CV, está em curso a reabilitação de toda a conduta entre Patim/Cova Figueira. São cerca de 20 quilómetros e, com a extensão da rede entre Campanas de Baixo (São Filipe) e Relva (zona sul dos Mosteiros), o anel ficará praticamente fechado, ficando descobertas apenas as localidades situadas a quotas muito elevadas, frisou. Uma missão do MCA chega à ilha do Fogo a 20 de Maio, acompanhada de alguns técnicos para o levantamento da situação, com vista à elaboração do caderno de encargos para a adjudicação da obra de extensão da rede para os Mosteiros, cuja previsão orçamental é de aproximadamente 170 mil contos, anunciou. Hoje, a empresa contratada para a realização das obras de reabilitação e substituição da conduta Patim/Cova Figueira inicia a substituição das condutas, confirmou, anotando que ela é feita por etapas e vai também criar uma rede alternativa paralela, à semelhança daquilo que aconteceu com os troços São Filipe/Patim e São Filipe/Campanas para evitar que as populações sejam afectadas pela rotura de água. No âmbito da Cooperação Luxemburguesa, através do projecto CVE/078, os furos de Benexa, nas proximidades do aeroporto, com caudal de 15 metros cúbicos por hora e outro na localidade de Alvito vão ser equipados para abastecer a zona de expansão sul da cidade de São Filipe, notou José Rodrigues. Assegurou, por outro lado, que, com o reforço do abastecimento da zona norte, a água passará a ser disponibilizada para os Mosteiros e para as localidades de noroeste da ilha, entre Inhuco a Campanas de Cima, devendo as obras arrancar em meados de Julho. Os furos serão equipados com recurso à energia limpa (solar e eólica), de modo a evitar outros constrangimentos, assinalou, explicando que, em relação aos Mosteiros, a ideia é, após o equipamento de dois furos na zona norte (Rocha Fora e Monte Vermelho), cuja água é de melhor qualidade para o consumo humano, fazer a permuta com os dois furos situados no litoral (Sumbango), cuja água mais pesada ficará para a agricultura. JR Inforpress/Fim
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