26 Junho 2022

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Erupção Vulcânica: Primeira pedra para construção da adega provisória lançada na terça-feira

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Actualizado a 09/05/2015, 00:26 São Filipe, 09 Mai (Inforpress) – A primeira pedra para a construção da adega provisória para a produção de 2015 é lançada terça-feira, 12 de Maio, e as obras deverão iniciar-se de imediato para que terminem antes da vindima que arranca em finais de Julho. Esta infra-estrutura provisória vai ser edificada no interior da Caldeira, no sítio denominado de “Cabo Nhô Ernesto”, entre Boca Fonte e Portela, e posteriormente será utilizado para a edificação da adega definitiva que terá capacidade para 500 mil a um milhão de litros. David Gomes Monteiro “Neves” disse à Inforpress que o projecto seleccionado foi o da empresa das Ilhas Canárias, Vinatea, cujo representante chega a ilha do Fogo este sábado, dia 09 de Maio. A infra-estrutura provisória vai ser erguida com recursos a material pré-fabricado, razão pela qual David Gomes Monteiro mostra-se esperançado de que estará pronta até o início das vindimas. O lançamento da primeira pedra da adega provisória, que deverá custar mais de 30 mil contos (construção e equipamentos), será presidido pela ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, que vai presidir também ao lançamento dos projectos de urgência para a ilha do Fogo. Em relação a esta nova unidade fabril, as dúvidas é se ela se destina apenas aos produtores associados da adega/cooperativa Chã ou se ela poderá ser utilizada pelos outros produtores que também perderam as suas infra-estruturas de produção de vinho em Chã das Caldeiras, na sequência da última erupção vulcânica. Eduíno Lopes, da adega Sodade, cuja infra-estrutura de produção de vinho localizada em Ilhéu de Losna (Chã das Caldeiras) foi também “engolida” pelas lavas da última erupção, disse à Inforpress que “ele não foi nem tido nem achado neste processo”, não dispondo até este momento de quaisquer informações. Na altura da erupção, afirmou, havia a promessa do primeiro-ministro para a construção de uma unidade para servir todos os produtores, proposta que não foi aceite pelos produtores da adega/cooperativa Chã, indicando que aguarda pelo posicionamento das autoridades governamentais em relação ao seu caso, de modo que a adega/cooperativa Sodade possa também produzir vinho este ano. “Gostaria de encontrar o primeiro-ministro para obter algumas respostas em relação aquilo que prometeu”, disse Eduíno Lopes, para quem “se as autoridades não derem uma satisfação aos outros produtores isso pode afigurar-se como um acto de discriminação”. “Todo o mundo é solidário com a população do Fogo, mas nós não somos solidários para com os nossos companheiros”, disse Eduíno Lopes, notando que ele e a adega/cooperativa Sodade estão disponíveis para utilizar as instalações da vinha Maria Chaves na próxima campanha de vinificação e até que a questão seja resolvida de forma definitiva, esperando que o governo venha a criar as condições e indemnizar a todos pelos prejuízos, como assumiu José Maria Neves durante a erupção vulcânica. JR Inforpress/Fim
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