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Fogo: Comando Regional de Protecção Civil e Bombeiros têm duas equipas a fazer rescaldo do incêndio

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Actualizado a 05/05/2015, 16:49 São Filipe, 05 Mai (Inforpress) – O Comando Regional do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros para as ilhas do Fogo e Brava têm duas equipas no terreno a fazer o rescaldo do incendio que atingiu zonas altas dos Mosteiros e Monte Velha.   Edson Alberto Barros Alfama, comandante da Região Fogo e Brava do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) disse à Inforpress que o incendio foi extinto e que neste momento as equipas estão a fazer rescaldo nas cinzas que ainda poderão conter algumas brasas para evitar o reacendimento e propagação das chamas, que nos três últimos dias consumiram parte significativa das áreas de cultivo de café, fruteiras e o perímetro florestal de Monte Velha. O edil dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, que esta terça-feira visitou a área afectada pelo incêndio acompanhado de uma equipa camarária e técnicos do município e do Ministério da Agricultura caracterizou de “dramática e desoladora” a situação encontrada com a devastação da floresta de Monte Velha e de terrenos agrícolas e de cafezal. “É uma situação de catástrofe”, disse Carlos Fernandinho Teixeira, anotando que um número considerável de árvores poderão regenerar-se, mas que o incêndio devastou os arbustos, pastos deixando um rasto de prejuízos. O autarca disse que ainda existem alguns focos de lume nos troncos das árvores e que já deu instruções para a sua extinção para evitar o reacendimento e propagação com a ocorrência do vento, anotando que as equipas que estão no terreno dispõem de pulverizadores e vão deslocar-se aos pontos ainda activos para extinção completa do incêndio. Com relação ao perímetro florestal de Monte Velha, Carlos Fernandinho Teixeira disse ser necessário repor a área florestal, indicando que condições devem ser criadas de imediato na produção de plantas e na preparação para que após o início das primeiras chuvas se possa fazer a reflorestação das áreas devastadas pelo incêndio. Em relação à área de cultivo, sobretudo de café, este defende que as autoridades devem apoiar os produtores na fixação de novas plantas após as primeiras chuvas, anotando que da conversa tida com alguns proprietários deixa entender que a produção de café para os próximos dois anos poderá estar comprometida. O edil dos Mosteiros afirma que o Ministério do Desenvolvimento Rural deve pensar num plano de desmatamento anual da floresta para evitar situações do género e aos agricultores apelam para evitarem a prática de desmatamento de terreno com recurso ao lume. Carlos Fernandinho Teixeira que deixou os locais de incêndio desolado disse que os prejuízos são enormes para o seu município, indicando que técnicos vão efectuar a avaliação e quantificar os prejuízos para ver como o governo pode ajudar na minimização da situação. O incêndio que deflagrou no sábado, quando um agricultor acendeu lume para preparar o café, atingiu várias localidades da parte alta dos Mosteiros e mais de 70 por cento (%) do perímetro florestal de Monte Velha, incluindo área de cultivo de café, fruteiras e outros produtos agrícolas. JR   Inforpress/Fim    
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