01 Julho 2022

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Ajudar o Fogo sim, aumento do IVA não

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A proposta do Governo de aumentar o IVA de 0,5 por cento, a ser canalizado para ajudar os deslocados de Chã das Caldeiras parece não ser consensual. Esta proposta recai sobre os bens e serviços excepto a água e a energia eléctrica. Nas redes sociais e nos fóruns de vários jornais digitais e de algumas opiniões recolhidas, pode-se constatar que esta não é a melhor solução. Ainda no debate sobre esta questão, o Presidente da UCID, António Monteiro, diz que a medida também “irá penalizar a população de Chã das Caldeiras que irá também ser afectada por esta medida”. O desacreditar desta medida não coloca em questão a vontade de ajudar, mas sim a forma como o Governo espera que as pessoas ajudem, aumentando os impostos. Antónia Delgado acredita que as pessoas estão sensibilizadas na questão do Fogo e que querem ajudar, mas “de acordo com a possibilidade de cada um”. A ideia é defendida também por Eneida Nascimento que espera que as pessoas possam continuar a ajudar sem que sejam obrigadas a fazê-lo através dos impostos. Aumentar o valor do imposto do IVA é visto como um aumento das dificuldades das pessoas. E as pessoas rejeitam de imediato o aumento do valor do IVA. Nas redes sociais e nos fóruns, as críticas a esta medida do Governo são mais cerradas. “O aumento do IVA não vai ajudar os deslocados da ilha do Fogo mas vai atrapalhar mais as condições económicas dos cabo-verdianos que há mais de seis anos não têm a reposição do poder de compra em geral e, em particular, para os próprios deslocados que também têm de fazer compras para as suas necessidades diárias”. Esta é a ideia defendida por um internauta. E há mais pessoas que sugerem que o “Governo possa encontrar outros caminhos para a reconstrução de Chã das Caldeiras”. “Aproveitam-se da desgraça alheia para efectivarem medidas previamente pensadas e irem aos bolsos dos contribuintes, mais uma vez. Querem aumentar os impostos e as taxas já são altíssimas, mas não repõem o poder de compra dos cabo-verdianos que há anos que vêm penando, vendo o seu orçamento a definhar”. E, nesse tom, prosseguem as críticas ao Governo. A sugestão de algumas pessoas é que o Governo possa realizar alguns cortes orçamentais como, por exemplo, no orçamento privativo da Assembleia Nacional que aumentou, em vez de ir “aos bolsos das pessoas”. Ministra justifica medida A Ministra das Finanças, Cristina Duarte, em entrevista à RCV diz que os 0,5 por cento serão consignados à ilha do Fogo . “A proposta de aumentar o IVA é porque é o único imposto que permite que toda a sociedade cabo-verdiana participe na reconstrução da ilha do Fogo”, justifica Cristina Fontes. E diz que se a questão levantada for a prestação de contas, o Governo sempre prestou  contas trimestralmente ao Parlamento. “E agora se o Parlamento achar que deve criar uma comissão para a fiscalização, tem poder para isso, o Governo acha que não há necessidade disso”, afirma a Ministra.
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