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Naufrágio “Vicente”: Sobrecarga e negligência grosseira do comandante entre as causas do afundamento – relatórios

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Actualizado a 30/04/2015, 18:32 Mindelo, 30 Abr (Inforpress) – A sobrecarga do navio, a negligência grosseira do comandante e a declaração errada da quantidade de carga e passageiros efectivamente carregados e embarcados foram hoje apontados como causas que concorreram para o afundamento do navio Vicente. Os relatórios das duas inspeções independentes, divulgados na tarde de hoje pela Agência Marítima Portuária (AMP), no Mindelo, apontam ainda a deficiente actuação das autoridades na acção inspectiva ao navio antes da sua partida do Porto da Praia como a quarta causa apontada para o afundamento do “Vicente”. Em conferência de imprensa sem direito a perguntas dos jornalista, o presidente do conselho de administração da AMP, António Cruz Lopes, explicou que os relatórios elaborados “não têm como propósito” determinar responsabilidades ou “atribuir culpas a ninguém” mas sim fazer o levantamento das causas e recomendar um conjunto de medidas para evitar que acidentes do género voltem a repetir-se. No entanto, explicou a mesma fonte, uma “leitura cuidadosa” do conteúdo dos mesmos documentos identifica as entidades e/ou pessoas com “responsabilidades efectivas” no desenvolvimento dos acontecimentos que concorreram para a ocorrência do acidente, ocorrido no dia 08 de Janeiro, do qual resultou a morte de 15 pessoas. Perante esta constatação, di-lo Cruz Lopes, a AMP deverá desencadear um processo de responsabilização e, ao mesmo tempo, precisou, solicitar às entidades envolvidas e com semelhante nível de responsabilização a sua actuação com o mesmo objectivo. Dada a “gravidade do acidente” e do conteúdo dos relatórios, a AMP encaminhará os documentos ao Ministério Público, para “os devidos efeitos”, e ainda ao Governo. António Cruz Lopes concluiu a sua comunicação com “votos de consolo” aos familiares das vítimas, reiterando-lhes a “total solidariedade” da administração marítima e a continuação dos apoios necessários no âmbito da sua competência. AA Inforpress/Fim
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