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Erupção Vulcânica: Indefinição das autoridades sobre o novo assentamento na origem do regresso da população a Chã das Caldeiras

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Actualizado a 23/04/2015, 23:41 São Filipe, 25 Abr (Inforpress) – A população de Chã das Caldeiras está a regressar aos poucos a Caldeira, cinco meses após a ocorrência da última erupção, perante a indefinição das autoridades sobre a localização do novo assentamento urbano e de actividades geradoras de rendimentos. Após a construção de acesso sobre as lavras, para permitir a ligação para Penedo Rachado e Monte Losna, os populares, com recursos próprios, estão prestes a restabelecer a ligação entre Portela/Bangaeira, de modo a permitir a circulação de viatura para Monte Velha e Montinho. Neste momento, para além de edificação de um conjunto de funcos (habitações tradicionais e arredondados), da reparação de poucas habitações que resistiram às fúrias das lavas, muitas pessoas estão a demolir as lavas para edificação de empreendimentos turísticos, e alguns já têm uma grande quantidade de cimentos e ferros (verguinhas) para o efeito e outros na fase de conclusão das moradias. Manuel Lopes dos Santos “Hilário” é de opinião de que as pessoas não deviam fazer grandes investimentos, tendo em conta as situações vividas nas erupções de 1995 e 2014, mas notou que “se o governo permite para uns, terá de o fazer para todos”. Já Caetano Veloso “Fatinho”, que desde Janeiro está empenhado na construção das passagens, inspira no músico Norberto Tavares para justificar a acção, sublinhando que conforme umas letras do músico, “não há que esperar só para Estado fazer tudo”. No dia em que se ompletaram cinco meses depois do início da erupção, a localidade de Chã das Caldeiras recebeu dezenas de visitantes, sobretudo grupo de professores e monitoras de jardins-de-infância, que passaram o dia todo a visitar as antigas povoações de Portela e Bangaeira. Neste momento, há pelo menos quatro espaços que acolhem turistas e visitantes, sendo um desses espaços, o de Cecilio Montrond, guia e vice-presidente da Associação dos guias que dispõe de dois quatro quartos e 10 camas. Desde que regressou à Caldeira já recebeu e hospedou alguns turistas que, além de visitar as lavas da última erupção, continuam a escalar o pico principal, tendo no dia 23 de Abril recebido mais de duas dezenas de turistas, dos quais um casal passou a noite na sua residência para ao amanhecer escalar ao pico. À semelhança dos outros moradores que regressaram à Chã das Caldeiras, para Cecilio Montrond a incerteza sobre o futuro que os reserva e da indefinição das autoridades se vão ou não responsabilizar pela gente de Chã das Caldeiras, o melhor é voltar às origens e reconstruir a vida depois dos meses de angustias, passados nos centros de acolhimento ou nos arredores de São Filipe. O edil de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Barbosa Amado, afirma ter conhecimento do regresso de muita gente a Chã das Caldeiras, anotando que a decisão sobre o futuro da localidade é da competência das autoridades centrais e, por isso, a sua edilidade não aventura na adopção de quaisquer medidas. O coordenador do Parque Natural do Fogo (PNF), Alexandre Rodrigues, contactado pela Inforpress, disse que não dispõe de quaisquer elementos que permitam actuar e que a coordenação do parque tem informado regularmente as autoridades centrais sobre as construções que, dia após dia, vai surgindo sobre as lavas de 2014 e em outros pontos da Caldeira e do regresso das pessoas. Este disse que um dos operadores que pretende investir na Caldeira e que já preparou o demoliu as lavas para o assentamento da infra-estrutura deu-lhe conhecimento verbal, mas que a coordenação do PNF não se pronunciou nada sobre essa iniciativa. JR Inforpress/Fim  
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