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Livro: Regionalismo e regionalização de Adriano Pires apresentado esta sexta-feira em São Filipe

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Actualizado a 24/04/2015, 00:07 São Filipe, 24 Abr (Inforpress) – A obra literária “Regionalismo e regionalização” do escritor foguense Adriano Pires é apresentada esta sexta-feira, 24 de Abril, no museu municipal de São Filipe. O livro,  que conforme o seu autor “destina-se ao arquivo”,  foi escrito na sequência da abordagem do fenómeno de regionalização despoletado por um grupo em S.Vicente que,  por desconhecimento do significado real do termo,  chegou a confundir a regionalização com autonomia política, chegando a ponto de referir que o poder estava mal distribuído, até ao ponto de reclamarem a independência de S.Vicente,  pondo em causa, segundo o escritor, a própria unidade nacional. O livro analisa o percurso, desde o surgimento das primeiras comunidades na Mesopotâmia, as várias formas de organização social e política, até os dias de hoje, indicando que a posição assumida por várias pessoas em Cabo Verde tem um valor semântico, mas nada de concreto em termos científicos. Numa altura em que a questão de regionalização está na ordem do dia, Adriano Pires afirma que “a regionalização não é uma receita para resolver os problemas”, o que, segundo o autor, passa pela descentralização ou autonomia. Para o mesmo, a questão de descentralização deve ser analisada de forma hierárquica e pressupõe a descentralização administrativa, financeira e patrimonial, assim como a autonomia política, notando que não se pode criar regiões artificiais. O autor classifica a recente cimeira sobre a regionalização, realizada na semana passada, como “autentica palhaçada”, já que o governo não apresentou essa ideia nem na sua plataforma eleitoral nem no programa de governação. Para Adriano Pires, a “regionalização política não é um problema”, explicando  que depois de ter gasto dinheiro com consultores e com a realização de cimeira, o Governo veio a chegar à mesma conclusão que prevê na sua obra, que é a necessidade de desconcentração e criação de estruturas infra-municipais, para ter o poder mais próximo da população e mais eficiente. O escritor disse defender o reforço do municipalismo, recordando que o poder municipal existe há mais de 300 anos, desde 1700. A apresentação do livro está dividido em duas partes, sendo numa primeira, em que o historiador e professor Alberto Nunes e o activista cultural e professo, Fausto Rosário farão uma espécie de introdução e, depois, o próprio autor fará a apresentação do conteúdo do livro e as motivações que estão por detrás da sua produção. JR Inforpress/Fim  
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