25 Junho 2022

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Fogo: Corte de energia obriga Cruz Vermelha a enterrar três toneladas de peixe destinado aos deslocados de Chã das Caldeiras

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A Cruz Vermelha na ilha do Fogo enterrou três toneladas de peixe destinado aos deslocados de Chã das Caldeiras, porque o produto estava impróprio para o consumo. É que o pescado acabou por deteriorar-se devido aos cortes prolongados e sucessivos de energia eléctrica, ocorridos nos últimos dias na ilha. O peixe estava armazenado na câmara frigorífica do Centro Pós Colheita da delegação do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) e era distribuído uma vez por semana às famílias de Chã das Caldeiras alojadas nos Mosteiros, Achada Furna, Monte Grande e arredores da Cidade de São Filipe. Entretanto, no último domingo, Mário Barbosa, responsável da Cruz Vermelha na ilha, suspendeu a distribuição porque descobriu que algumas caixas de peixe estavam apodrecidas. “Tivemos conhecimento que em alguns centros de acolhimento as pessoas recusaram comer o peixe nos últimos dias. A Cruz Vermelha decidiu distribuir o alimento a carenciadas, mas descobrimos que algumas caixas de pescado estavam impróprias para o consumo”, explicou Barbosa, dando conta que o produto acabou por deteriorar-se devido aos cortes sucessivos e prolongados de energia eléctrica. A alternativa foi enterrar o pescado, para evitar que as pessoas sofressem intoxicações alimentares. “O peixe estava armazenado na câmara frigorífica do Centro Pós Colheita da delegação do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) em São Filipe. Todos os dias há cortes prolongados de energia nessa zona. A câmara frigorífica só tem capacidade para manter os peixes congelados se for alimentada com energia eléctrica”. Ainda segundo Mário Barbosa, há informações de que alguns porcos terão morrido após terem ingerido o produto estragado. Promete acompanhar a situação.
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