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Fogo/Educação: Professor foi principal agente do desenvolvimento de Cabo Verde nestes 40 anos – Fausto Rosário

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Actualizado a 20/04/2015, 12:34 São Filipe, 20 Abr (Inforpress) – A classe de professorado foi e continua a ser o principal agente de desenvolvimento do país, apesar de “nem o estado e nem a sociedade ainda reconhecerem o papel desempenhado pelos professores” ao longo destes anos, considera Fausto Rosário. Fausto Rosário, o professor mais antigo a leccionar na escola secundária Dr. Teixeira de Sousa e que falava à Inforpress a propósito do Dia do Professor Cabo-verdiano, que se assinala a 23 deste mês, considera ainda que a primeira geração de professores (entre 1975 – 85) deve ser reconhecida e condecorada de forma colectiva em sinal de reconhecimento e contribuição para o que Cabo Verde é hoje. Segundo o mesmo, a classe docente não merece o acordo “indecente” a que se chegou entre o Ministério e o Sindicato representativo da classe que “em nada irá dignificar” os docentes. Para este professor com mais de 35 anos de experiência e que já desempenhou as funções de representante do Ministério da Educação na ilha durante vários anos, nestas quatro décadas de Cabo Verde independente, registaram vários ganhos no sector da educação, sendo o principal, a seu ver, a democratização e acessibilidade de todos ao sistema educativo. Outro ganho, segundo o mesmo, é a massificação da educação permitindo a todos, no seu próprio espaço ter acesso ao ensino básico e secundário, notando que a massificação do ensino superior com criação de universidade por ilhas, defendida por alguns, não será benéfica para o país e por isso não defende esta ideia, antes a criação de condições para que todos tenham acesso a este nível de ensino. Não obstante os ganhos de democratização, acessibilidade e massificação, que se traduziu na edificação de infra-estruturas, recursos humanos e meios materiais que debelou as assimetrias das ilhas, pelo menos no básico e secundário, Fausto Rosário disse que ainda existem muitos desafios a vencer no sector educativo. O primeiro deles, conforme explicou, é o da qualidade do ensino, já que, na sua óptica, a quantidade não foi acompanhada de qualidade necessária, e para tal “é indispensável”, segundo a fonte, “resolver com urgência as línguas de ensino e acabar com esta “mascarada” de estar a ensinar em português, quando na prática faz-se em crioulo”. “Se não houver uma definição, a proposta de ensino bilingue só irá criar mais confusões e nivelar para baixo a qualidade de ensino”, considerou Rosário, para quem existem outros desafios, como sejam a especialização de professores, capacitação de recursos humanos e adaptados aos novos tempos, adequar os manuais, equipamentos e materiais à realidade actual, ensino de línguas estrangeiras no ensino básico integrado, resolver problema de violência nas escolas, de entre outros. Fausto Rosário sublinha que os sucessivos governos de Cabo Verde têm apostado na criação de infra-estruturas e devem agora rever a política e apostar na qualidade. Enquadrado nas comemorações do Dia do Professor Cabo-verdiano, que se assinala a 23 deste mês, e do 40º aniversário da Independência Nacional, o Ministério da Educação e Desporto (MED) realiza no dia 22, na Cidade da Praia, uma conferência subordinada ao tema “O Percurso do Professor Cabo-verdiano, de 1975 à actualidade”, a ser proferida pela professora Doutora, Adriana Carvalho. O evento terá lugar na sala de Conferências da Biblioteca Nacional, pelas 9h30, e será presidido pela Ministra da Educação e Desporto. JRInforpress/Fim
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