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Erupção Vulcânica: Nações Unidas capacitam técnicos sobre avaliação das necessidades pós-desastre

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Actualizado a 13/04/2015, 08:27 Cidade da Praia, 13 Abr (Inforpress) – São Filipe, 13 Abr (Inforpress) – O sistema das Nações Unidas, Banco Mundial e União Europeia realizam, de hoje a 16 de Abril, em São Filipe, uma formação sobre “avaliação das necessidades pós-desastre e metodologia do quadro de recuperação” para técnicos de diversas áreas. Esta acção de capacitação é financiada pela Cooperação Luxemburguesa, no quadro do projecto regional “ reforço de capacidades para recuperação pós-desastre resiliente”, implementado pelo PNUD e ao qual Cabo Verde se associou no último trimestre de 2014. A formação é destinada a representantes de todos os sectores, que directa e indirectamente foram afectados pela erupção vulcânica, e o objectivo é contribuir para a construção de um bom nível de entendimento da metodologia PDNA, adaptação das ferramentas ao contexto local, e desenvolvimento de capacidades para aplicar a metodologia, projectar e planear o quadro estratégico de recuperação resiliente. A fase de avaliação das necessidades, tem, além da capacitação técnica, encontros institucionais e visitas de terreno (17 a 18 de Abril no Fogo), para levantamento, recolha e análise dos dados que posteriormente, na Cidade da Praia, será concluído com discussão e validação, assim como com uma apresentação da estratégia de recuperação aos parceiros internacionais e doadores numa “mesa de doadores”. Todo o processo é coordenado por uma equipa de 12 especialistas internacionais mobilizados pelas agências das Nações Unidas (PNUD, UNICEF, FAO e ONU Habitat), assim como especialistas do Banco Mundial, através do Fundo Global para a Redução de Riscos de Desastres, e da União Europeia. A equipa estará em Cabo Verde a formar e acompanhar aos especialistas nacionais, líderes e instituições nacionais responsáveis pela recuperação pós-desastre na ilha do Fogo. A realização do exercício vem na sequência das recomendações do fórum de “reconstrução da ilha do Fogo” ocorrido nos dias 02 e 03 de Março último, sendo que o objectivo é avaliar o impacto e os efeitos da erupção vulcânica nas várias localidades dentro da Caldeira e nas comunidades adjacentes. As metodologias de avaliação de danos e perdas (directos e indirectos) serão aplicadas a todos os sectores afectados pela erupção, desde as infra-estruturas, habitação, turismo, produção e transformação agro-pecuária, passando pelo emprego, educação e saúde, sendo que a avaliação consolidada dos efeitos será a base para a análise do impacto macroeconómico do desastre, assim como do impacto socioeconómico e no desenvolvimento humano das comunidades afectadas e na ilha em geral. Os resultados da avaliação visam apoiar as autoridades nacionais e locais na definição de uma estratégia de recuperação sustentável a longo prazo, propondo intervenções hierarquizadas por ordem de prioridade para “reconstruir melhor”, sendo que a estratégia deverá permitir reduzir as vulnerabilidades pré-existentes, assim como aquelas reforçadas ou geradas no contexto pós-erupção, perante os riscos de desastre existentes ou futuros. O processo de avaliação das necessidades pós-desastre é uma acção de reforço das capacidades das instituições sectoriais e locais do país na aplicação de metodologias e ferramentas harmonizadas para a avaliação dos danos e perdas e os efeitos e impactos derivados dos desastres. Depois da formação faz-se a recolha de dados e visita de campos na ilha do Fogo entre os dias 17 e 18 ao que se segue análise dos dados e apresentação dos resultados iniciais, avaliação das necessidades e prioridades, apresentação preliminar do relatório, até final de Abril. Para início de Maio (04) está programa na Cidade da Praia a realização de um encontro com os municípios para finalizar o documento sobre dados e as necessidades, recomendações, seguido de um workshop para apresentação dos resultados sectoriais junto dos parceiros nacionais (06 de Maio). O relatório final será apresentado ao Gabinete do Primeiro-ministro e Gabinete de Reconstrução a 15 de Maio e no início de Junho será divulgado o relatório final. AV/JRInforpress/Fim      

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