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Governo anuncia ferry “Liberdadi” a partir de hoje na linha Praia/Fogo/Brava

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Actualizado a 31/03/2015, 18:25 Mindelo, 31 Mar (Inforpress) - A ministra Sara Lopes anunciou hoje, no Mindelo, que o ferry “Liberdadi”, da companhia Fast Ferry, vai passar a operar na linha Praia/Fogo/Brava até que o processo de revalidação da certificação do navio “Kriola” estiver concluído. A ministra das Infra-estruturas e Economia Marítima falava aos jornalistas na ilha de São Vicente, à margem da inauguração, na manhã de hoje, de um conjunto de obras integradas no designado “Hiper Cluster do Mar”. Sara Lopes explicou que o Governo não interfere em matéria de certificação de navios, competência adstrita à Agência Marítima Portuária (AMP), instituição que goza de independência nos quesitos de regulação técnica. Ao Governo, explicou, competiu neste caso do navio “Kriola”, uma “grande responsabilidade” em matéria de conectividade inter-ilhas, pelo que desde sexta-feira, explicou, a ministra, a AMP e os armadores trabalham no sentido de se arranjar uma “alternativa consistente” ao “Kiola”. “Hoje mesmo o navio “Liberdadi” seguiu para a ilha Brava e vai passar a operar no eixo Praia/Fogo/Brava até que situação do Kriola se normalize”, acrescentou a governante, que explicou que se torna necessário fazer “uma gestão de forma equilibrada e muito responsável” sobre as questões em presença, pois a segurança das pessoas deve estar em primeiro lugar. “Os navios devem passar por processos de revalidação da certificação e se não estiverem a cumprir com os requisitos de segurança deve a autoridade marítima desempenhar o seu papel, da mesma forma que as autoridades aéreas”, sintetizou Sara Lopes. Por outro lado, a ministra informou que navio “Praia d’Aguada” não está ainda em condições de navegar. “Saiu dos estaleiros navais para continuar a ser profundamente reformado no mar”, acrescentou, mas deve continuar ainda “durante uma cinco semanas” a receber “um conjunto de intervenções” para passar para o processo de certificação, e só depois, então, entrar em operações. Questionado se já recebeu os relatórios dos inquéritos que mandou fazer sobre o afundamento do navio “Vicente”, a ministra confirmou que já tem em mãos o primeiro relatório e que, quanto ao segundo, espera recebê-lo no decorrer da próxima semana. Mas foi avisando que na vida deve-se aprender com os acontecimentos e que, por isso, os armadores têm que pensar em se organizarem ao invés de cada pessoa trazer um navio que pode comprar lá fora “pondo as vidas em risco”, o que vai ser proibido nos próximos anos. “Os armadores terão que passar a ter empresas com capacidade financeira e navios/embarcações que cumpram os requisitos técnicos mínimos para que as pessoas possam navegar nos nossos mares com confiança nos transportes e em segurança”, concluiu Sara Lopes. AA Inforpress/Fim
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