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Fogo: Conservação de solos e água é um imperativo para extensão da área de produção de café – ministra Eva Ortet

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Actualizado a 28/03/2015, 12:44 São Filipe, 28 Mar (Inforpress) – A conservação de solo e água é imperativo para melhorar a qualidade de produção do café e extensão da área do seu cultivo, considera a ministra do Desenvolvimento Rural (MDR), Eva Ortet. A responsável pela pasta da agricultura que presidiu à cerimónia de abertura da segunda edição do festival do café ”Fogo coffee fest” disse que o Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) teve algumas dificuldades em conseguir financiamento para continuar, como nos anos anteriores, a intervenção na conservação de solos e água nas zonas altas dos Mosteiros, anotando que é necessário apostar-se nesta actividade. “O estudo da cadeia de valorização de fileira do café demonstra que é imperativo a realização dos trabalhos de conservação de solos para recuperar todas as áreas de boa produção do café”, disse Eva Ortet, indicando que o estudo realizado pela FAO demonstra ainda a necessidade de se melhorar a qualidade, renovar a plantação, introdução de mais variedade, entre outras actividades que têm de ser realizadas para aumentar a produção. A ministra do Desenvolvimento Rural indica ainda que a conservação de solo é uma intervenção que deve ser feita em todos os sectores por ser primordial para o desenvolvimento e a modernização da agricultura. A retoma dos trabalhos de conservação de solos e água nas zonas altas dos Mosteiros que deixou de ser realizado há cerca de 10 anos, conforme o presidente da Associação dos produtores do Café do Fogo, pró-Café, Licínio Andrade, é uma reivindicação dos produtores que todos os anos vêm confrontados com o problema de erosão dos solos devido às enxurradas. Além da conservação de solo e água, os proprietários de café reivindicam a colocação na subdelegação dos Mosteiros do MDR, de quadros técnicos, nomeadamente de um agrónomo e de um veterinário a tempo inteiro para apoiar na assistência técnica aos produtores, assim como a disponibilidade de uma linha de crédito com juros bonificados que permitam investimentos no sector do café. As reivindicações dos proprietários de café é, na perspectiva da responsável da agricultura, Eva Ortet, justa e algumas das reivindicações estão identificadas no estudo já realizado. O sector do café é uma das culturas privilegiadas e faz parte das 10 fileiras que MDR elegeu para realização de estudos de toda a cadeia de valor, sendo que o café foi das primeiras fileiras a beneficiar do estudo e cujo “draft” zero e demonstra os passos a seguir desde a plantação até a comercialização, disse Eva Ortet. Segundo a governante, as reivindicações dos produtores como assistência técnica, renovação de plantas e agregação de valores fazem parte dos desafios em que o MDR vai intervir fortemente para valorizar o café do Fogo, produzido de forma biológico e cuja análise realizada demonstra ser de excelente qualidade. “Não temos quantidade para concorrer com outros países mas podemos faze-la através da qualidade”, afirma a ministra do Desenvolvimento Rural, indicando que o café é produzido numa zona especial e de forma biológico e que o seu ministério vai definir etapas para apoiar os agricultores e empresários no processo de internacionalização do café do Fogo. Segundo Eva Ortet há grande potencialidade para se produzir mais, mas é necessário assistência técnica para se tirar maior proveito, anotando que é fundamental conscientizar os proprietários que são resistentes a intervenções no sector como a poda, que segundo disse “é essencial”, caso contrário não haverá produção. A renovação de café, a multiplicação das plantas, criação de infra-estruturas para rega de compensação nos anos de pouca pluviometria e outras deficiências constatadas no estudo vão merecer intervenção, estando o MDR a procura de financiamento junto do Banco Mundial (BM) para aumentar a cadeia de produção do café, através de intervenção que vai desde investigação até comercialização. JR   Inforpress/Fim    
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