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Fogo: FICASE vai reforçar e alargar o programa de acção social na ilha – Felisberto Moreira

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Actualizado a 21/03/2015, 00:02 São Filipe, 21 Mar (Inforpress) – A Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (FICASE) vai reforçar e alargar a sua acção social na ilha do Fogo, disse Felisberto Moreira,  no final de uma visita de quatro dias para seguimento dos programas e projectos desenvolvidos. Felisberto Moreira, presidente da FICASE,  disse que os resultados da visita foram positivos por a delegação poder estar nos três municípios, visitando as escolas básicas e secundarias e dialogar com as três edilidades sobre os protocolos de parcerias estabelecidos há dois anos. “Os programas da FICASE funcionam normalmente e reforçados com os protocolos celebrados com as câmaras, mas também devido ao forte envolvimento dos responsáveis locais do Ministério da Educação, parceiros, escolas e as próprias famílias”, disse o presidente da FICASE, notando que , apesar disso,  esta instituição quer “reforça a acção social na ilha do Fogo”. É nesta base, explica, que esta instituição tem estado a mobilizar outras parcerias, indicando que a nível de alimentação escolar, por exemplo, o programa será reforçado a nível do ensino pré-escolar e básico, e alargado às escolas secundárias e às famílias, porque a ilha foi atingida pela seca e pela erupção e a instituição pretende dar a sua contribuição para minorar a situação. Para o reforço da componente alimentar, a delegação da FICASE, que durante quatro dias visitou a ilha do Fogo, incluiu na comitiva o responsável do “Restaurante Popular de Cabo Verde”, que,  conforme adiantou o responsável da FICASE,  “está aberto para, no quadro da parceria existente, vir a reforçar a intervenção na ilha do Fogo, beneficiando mais alunos do ensino pré-escolar e básico e alargar ao ensino secundário e às famílias desses alunos”. Felisberto Moreira  disse que a FICASE está em diálogo com as câmaras municipais, que , segundo o mesmo, estão abertas, com as delegações do Ministério da Educação e Desporto (MED), directores das escolas e outros parceiros para o reforço da acção social através da componente alimentar. No início de Janeiro , com o naufrágio do navio Vicente , a FICASE perdeu cerca de 30 toneladas de géneros alimentícios destinado ao segundo trimestre escolar, tendo sido adiantado a quantia prevista para o terceiro trimestre. Perante este cenário, Felisberto Moreira garantiu que isso não irá afectar o programa no terceiro trimestre escolar e que não haverá rotura de stock porque, explicou, esta instituição, através dos seus parceiros, vai encontrar soluções, indicando que a vinda do “Restaurante Popular” poderá ser uma solução. Segundo o responsável, a FICASE recebeu 150 toneladas de leite que serão distribuídas a todos os concelhos, incluindo os da ilha do Fogo, sendo que a instituição está a trabalhar para o mais rapidamente possível reforçar acção social. Confrontado se esta possibilidade não representa o despedimento das cozinheiras das cantinas escolares, Felisberto Moreira afirma que a instituição que dirige quer encontrar soluções e não criar ou aumentar problemas, indicando que com esta possibilidade o próprio número de empregos poderá ser aumentado. “Temos responsabilidade social e vamos criar soluções numa lógica de sustentabilidade”, disse Moreira, para quem o programa alimentar, em vez de entrar numa fase de decadência, vem sendo reforçada e as cozinheiras viram a situação laboral a ser melhorada. Para o mesmo, no quadro da nova lei do programa de alimentação escolar as cozinheiras podem criar empresas ou cooperativas para melhorar a base nutricional das crianças e do processo de ensino aprendizagem Além da componente alimentar, Felisberto Moreira disse que os outros programas vão também ser reforçados, nomeadamente de transporte escolar, pagamento de propinas, notando que anualmente esta instituição disponibiliza para a ilha do Fogo mais de 60 mil contos, representando mais de dois mil apoios, incluindo kits escolares, saúde escolar. JR Inforpress/Fim  
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