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Fogo: Central solar com capacidade para produzir 1600 kwats/hora será instalada para reduzir custos de bombagem de água

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Actualizado a 12/03/2015, 12:19 São Filipe, 12 Mar (Inforpress) – Uma central fotovoltaico, com capacidade para produção de 1.600 kwats de energia por hora, vai ser instalada na ilha, para reduzir os custos do consumo de energia convencional na bombagem de água para consumo humano. O administrador/delegado da empresa de produção e distribuição de águas na região Fogo e Brava, José Rodrigues, disse que,  face às dificuldades encontradas na mobilização de terrenos para instalação de 22 sistemas de produção de energia para bombagem, o financiador (Cooperação Luxemburguesa), o Ministério do Ambiente, Habitação e Ordenamento Território (MAHOT) e Direcção-Geral da Energia,  como forma de minimizar os custos,  optaram pela instalação de uma central única para produção de energias limpas. Para José Rodrigues,  a capacidade de produção de energia será superior às necessidades da empresa, que gasta mensalmente entre os sete e os oito mil contos em energia (no mês de Fevereiro foi de 7.800 contos) , como também vender o excedente à Electra, notando que a produção de energia limpa vai permitir no futuro a empresa rever as suas tarifas de água. Para a execução deste projecto,  a cooperação Luxemburguesa disponibiliza 251 mil contos, sendo que a sua execução deverá decorrer dentro de um ano, antes do fim do projecto CVE 078, cujo término está previsto para Março de 2016. Além da instalação da central para produção de energia limpa, a Cooperação Luxemburguesa vai financiar o equipamento de dois furos, sendo um nas proximidades do aeródromo de São Filipe, que vai beneficiar toda a zona de expansão sul da cidade e outro, no Alvito, para reforço do abastecimento de água à zona norte da ilha, incluindo a extensão da rede para a noroeste, desde Inhuco até Campanas de Cima. Segundo o administrador/delegado, o preço de água mantêm-se porque o custo de energia continua na mesma, sublinhando que se a energia for reduzida a tarifa de água vai seguir esta tendência. Explicou que a entidade responsável pela fixação dos preços, a Agencia de Regulação Económica (ARE),  não solicitou à empresa quaisquer elementos necessários para determinar a tarifa, nomeadamente as contas referentes aos três últimos anos. Em elação a água para agricultura, José Rodrigues disse que os horticultores que tinham a conta em dia continuam ligados à rede da Águabrava, porque a rede do Ministério do Desenvolvimento Rural ainda não tem dado garantias e que a empresa vai facturar os consumidores a 70 escudos por metro cúbico, mais 15 escudos que a água fornecida pelo MDR. Já no quadro da erupção vulcânica e com fundos dos deslocados, a empresa procedeu à ligação domiciliária de água a 50 moradias em Achada Furna e está neste momento a executar as obras de adoção de água do reservatório para as moradias de Monte Grande (70 casas). José Rodrigues afirmou que a rede principal está em curso e que a empresa já encomendou os materiais necessários para a ligação domiciliária de água aos moradores de Chã das Caldeiras. JR Inforpress/Fim  
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