30 Junho 2022

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A população de Chã das Caldeiras foi roubada com a subtracção dos seus bens – deputado do MpD

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Actualizado a 06/03/2015, 19:21 São Filipe, 06 Mar (Inforpress) – O deputado do MpD para o círculo eleitoral do Fogo, Jorge Nogueira disse hoje que população deslocada de Chã das Caldeiras foi roubada com a subtração dos seus bens à força, na sequência da erupção vulcânica de Novembro de 2014.   Jorge Nogueira fez essas considerações quando reagia hoje, em nome do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD – oposição), ao suposto envio de um conjunto de donativos para a sede do Serviço Nacional de Protecção Civil, na Cidade da Praia, no momento em que se processa a desmontagem dos serviços de reforço que estiveram acampados na ilha devido à erupção vulcânica. O deputado diz esperar que estes “actos de imoralidades” não têm aprovação do Governo já que no início da semana o primeiro-ministro prometera transparência na gestão dos donativos. Por isso, o deputado pede ao Governo que mande punir os infractores, segundo disse, como forma de ele poder acreditar que o executivo não aprovou essa iniciativa. “Na gestão dos donativos destinados à população de Chã das Caldeiras, sobretudo os recebidos de Angola não tem havido transparência e nem honestidade”, disse o deputado do MpD indicando que a recepção e inventariação dos donativos foi feita de modo a permitir caos e desvios. Do conjunto de donativos entrados no armazém central que funciona na Casa das Bandeiras, a Protecção Civil não permitiu que fossem abertas 65 volumes e por isso não se sabe o que contem e nem a quantidade, explica o deputado, indicando que mais seis volumes contendo botas e camisolas também não foram abertas. “A Protecção Civil recebeu os geradores de Angola, não os levou para o armazém e nem os fez constar do inventário, sendo que quatro estão na posse do presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e guardado algures nesta cidade”, disse Jorge Nogueira durante uma conferência de imprensa, anotando que aquando da denúncia de dois dos 10 geradores o responsável da Protecção Civil tinha informado que esta instituição recebeu quatro geradores e a Câmara Municipal outros tantos. Por isso, Nogueira diz não entender porque é que os materiais vindos de Angola via aérea foram recebidos pela Protecção Civil e os que chegaram via marítima pela Câmara Municipal. Segundo disse, no rol dos artigos enviados quinta-feira para a Cidade da Praia “e que deixou a população revoltada e incapacitada” perante o uso abusivo da força, constavam também além dos artigos destinados à Protecção Civil, artigos enviados por outros países que não seja Angola e que destinavam aos deslocados. Nogueira disse que a situação passa impune porque as denúncias que tem vindo a fazer não têm merecido o devido seguimento por parte do Ministério Público. “Nem o Governo nem a Protecção Civil estão preocupados com a deplorável situação que vivem muitas famílias e muito menos com as famílias”, disse, indicando que só assim se pode entender que tendo chegado de Angola, há dois meses, 1.200 portas e 3.000 peças para janelas, ainda muitas famílias, incluindo crianças e idosos, continuam a morar em casas sem portas e janelas. Outro exemplo, disse, é o facto de as famílias estarem sem electricidade quando chegaram à ilha 10 geradores grandes, 20 geradores pequenos e 240 candeeiros portáteis (…) que continuem assistindo programas televisivos em televisores pequenos quando a Protecção Civil tem na sua posse 29 televisores plasmas. O deputado da oposição disse ainda, que agora entende porque passados cerca de três meses o primeiro-ministro não aceitou a proposta das populações de Chã das Caldeiras em estarem representados junto da Protecção Civil “para participarem na gestão dos donativos”. Ainda sobre os geradores, disse que pelas contas e de acordo com a lista de documentos que apresentou na conferência de imprensa, estão em falta seis e não apenas dois, já que os quatro que chegaram via aérea não estão no armazém e nem consta da lista dos inventários. JR   Inforpress/Fim
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