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Erupção Vulcânica: Cinco acções de formação para população deslocada de Chã das Caldeiras iniciaram-se esta quarta-feira

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Actualizado a 04/03/2015, 23:44 São Filipe, 04 Mar (Inforpress) – O Centro de Emprego e Formação Profissional deu início hoje à abertura oficial de cinco acções de formação de curta duração, para capacitar e preparar a população deslocada de Chã das Caldeiras, visando implementar actividades geradoras de rendimento. A abertura das acções, que resultaram de uma parceria de várias instituições, como a Direcção da Solidariedade Social, Sistema das Nações Unidas (PNUD e UNICEF), Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), além do próprio Centro, coincidiu com a assinatura de um protocolo entre os principais financiadores desta iniciativa para a população deslocada de Chã das Caldeiras. Paula Silva, directora do Centro de Emprego e Formação Profissional (CEFP) da região Fogo e Brava, disse à Inforpress que as acções foram definidas juntamente com a população beneficiária, através do diagnóstico socioeconómico realizado na sequência da última erupção vulcânica que destruiu os principais povoados de Chã das Caldeiras e provocou perto de mil deslocados. As acções têm a duração de seis meses e abrangem as áreas de cozinha/pastelaria, animação turística, técnicas básicas de agricultura, pecuária e artesanato e contemplam, nesta primeira fase, 150 beneficiários, seleccionados no seio da população de Chã das Caldeiras, das 178 que se inscreveram inicialmente, contemplando jovens e pessoas adultas que pretendem adquirir conhecimentos nas áreas de actividades que já desempenhavam anteriormente. As acções de formação são financiadas pelo Ministério da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos (MJEDRH), através da Direcção da Solidariedade Social e são gratuitas, incluindo o transporte para deslocação dos centros de acolhimento de Achada Furna e Monte Grande para o Centro de Emprego e Formação Profissional e o regresso. O objectivo da formação é capacitar e preparar as pessoas de Chã das Caldeiras para retomar em melhores condições as actividades que desempenhavam na comunidade, antes da erupção vulcânica. Na cerimónia da abertura, quer a directora do CEFP, a representante da OMCV, director da Solidariedade Social, quer o representante do Sistema das Nações Unidas reafirmaram a disposição para ajudar a população deslocada de Chã a reintegrar e a voltar a normalidade. Lamine Tavares, director da Solidariedade Social disse que esta é uma primeira das muitas acções que as entidades e instituições pretendem implementar para ultrapassar a situação em que vive a população deslocada, tendo solicitado aos beneficiários para aproveitarem esta oportunidade, frequentando a formação, para alcançarem os objectivos. Durante a cerimónia,  a coordenadora do CEFP disse que os 15 técnicos sociais que vão fazer o acompanhamento psicossocial das famílias deslocadas de Chã das Caldeiras vão iniciar, a partir desta semana,  os trabalhos através de visitas às famílias nos centros de acolhimento e os bairros da cidade, recolhendo um conjunto de dados que permita às instituições agir com maior rapidez e eficácia. Além do acompanhamento psicossocial,  os técnicos recrutados, nomeadamente de áreas sociais e psicólogos, vão também transmitir aconselhamento em relação à dieta alimentar, questão de saúde e de higiene, economia, males sociais como álcool,  droga, gravidez precoce, de entre outros. As despesas com a contratação dos técnicos serão suportadas pelo Sistema das Nações Unidas. JR Inforpress/Fim  
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