28 Junho 2022

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Erupção Vulcânica: Carlos Pina defende novo assentamento em Santa Catarina

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O painel “Novo Assentamento” era aguardado com alguma expectactiva pelos presentes, sobretudo de alguns moradores de Chã que participam no evento. Cada um com um com a sua preferência, gerando alguma discussão em torno deste tema. A única certeza é que ninguém quer construir moradias definitivas naquela localidade ao sopé do vulcão. A Zona de Assomada, entre a localidade de Achada Furna e Monte Largo é o local defendido pelo orador, Carlos Pina. Em declarações ao asemanaonline após a apresentação defendeu que a construção do novo assentamento populacional para as gentes de Chã deve ser construída no município de Santa Catarina. “Entre a localidade de Achada Furna e Monte Largo. Garante melhores acessibilidades. O espaço permite construir todas infra-estruturas sociais exigidas e está mais próxima de Chã.Pode-se adquirir nova dinâmica económica nas zonas próximas”, assevera. Pois considera, que construir nesta zona, a população de Chã terá acesso facilitado aos principais serviços de saúde, educação e disponibilidade de terrenos para construir e expandir a cultura de vinhas a baixos custos. No entretanto, o topógrafo Carlos Pina manifesta-se contra a construção em Montinho (Piorno) e em Monte Barro, (São Filipe). “Construir no município de São Filipe abre a possibilidade de inviabilização socioeconómica do Concelho de Santa Catarina. Fazer habitações neste lugar é um cenário surrealista, mas possível desde que alguns deslocados preferirem, assim como construir em Montinho”, afirma. Facto que aconselha cautela às autoridades nacionais na hora de decidirem se vão criar assentamentos populacionais longe da Chã. É que o vulcão e os seus perigos estão nos genes das gentes da Chã das Caldeiras, que têm de viver na sombra do “Homi Grandi”. No período de manhã desta terca-feira, 03, os participantes analisaram alguns painéis: “Prevenção de Riscos e Resposta a Catástrofes”, debruçou-se-á sobre Cartografia de Risco da Ilha do Fogo e Capacidades de Prevenção de Riscos, Respostas e Recuperação dos Efeitos. O segundo, “Satisfação das Necessidades Básicas da População Afectada”, vai focar-se nas áreas da saúde, nutrição, educação, energia, água e novo assentamento. O fórum prossegue com discussão em plenária. Está prevista a presentação das conclusões do Fórum: Plano de Acção para a Recuperação do Fogo. O Primeiro-Ministro, José Maria Neves fará o encerramento do acto.
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