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Erupção Vulcânica: População de Chã “dividida e céptica” quanto à eficácia do fórum

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Actualizado a 03/03/2015, 13:52 São Filipe, 03 Mar (Inforpress) – Os representantes da população de Chã das Caldeiras no fórum de “reconstrução da ilha do Fogo” estão divididos quanto à “eficácia e resultado imediato” do fórum, em curso em São Filipe. Segundo José António Fonseca, conhecido por Madjer, o conteúdo do fórum foi “muito teórico e técnico” e reservou tempo “muito limitado” para discussão dos assuntos principais e que interessavam à população deslocada de Chã das Caldeiras, como a localização do novo assentamento populacional. Danilo Fontes, por seu lado, foi mais duro na sua avaliação afirmando que, como vitima da última erupção vulcânica, o fórum “não serviu por estar deslocado dos problemas reais” da população de Chã das Caldeiras indicando que o nome atribuído ao fórum “reconstruçãp do Fogo “não focaliza o problema real” que é a reconstrução de Chã das Caldeiras “A reconstrução da ilha do Fogo devia ser discutido num outro contexto, podia ser daqui a seis meses ou podia ser há 10 anos”, disse Danilo Fontes, anotando que é mais “um acto protocolar” e que “tudo está decidido e vai ser imposto” às populações. Para Danilo Fontes, a realização deste evento é para justificar a promessa do chefe do Governo, mas mesmo assim foi “atrasado”, indicando que antes podia-se auscultar as populações e dedicar mais tempo para debate, em vez de exposições teóricas. David Montrond, por se turno, disse à Inforpress que está mais interessado em saber o que irá acontecer a partir de amanhã e por isso defendeu que o debate devia centralizar-se em questões que dizem respeito às pessoas deslocadas, como o local para o novo assentamento, o destino de Chã das Caldeiras, o emprego e outras questões prementes. Já o presidente da Associação dos Agricultores de Chã e presidente da adega/Cooperativa, Rosando Monteiro, disse que o tempo é limitado e que antes devia-se socializar as questões com a população de Chã das Caldeiras. Sobre a informação transmitida no fórum pela directora-geral da Agricultura sobre financiamento da nova adega, fileira de produtos do Fogo, disse que não dispõe de informações, nomeadamente na questão da elaboração do projecto da nova adega. Este disse que pela iniciativa da própria adega/cooperativa Chã e com apoio de alguns parceiros já foi elaborado o projecto da nova adega, incluindo centro de transformação de frutas e sala de destilação, assim como a selecção de espaço para a sua implementação, projecto esse que já foi encaminhado para a ministra do Desenvolvimento Rural (MDR) Eva Ortet. Neste momento os participantes estão a discutir o local do novo assentamento, o aspecto mais difícil de se decidir, assim como sobre o regresso das pessoas à Chã das Caldeiras. JR Inforpress/Fim  
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