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Erupção Vulcânica: Todo o donativo mobilizado será aplicado na reconstrução da ilha - JMN

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Actualizado a 02/03/2015, 17:24 São Filipe, 02 Mar (Inforpress) – O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, assegurou hoje que todos os recursos mobilizados no quadro da erupção vulcânica serão aplicados na reconstrução da ilha do Fogo e que os cabo-verdianos terão conhecimento do destino dos mesmos. A garantia foi dada no acto da abertura do fórum para a reconstrução da ilha do Fogo, que se realiza hoje e terça-feira na cidade de São Filipe, indicando que “trimestralmente serão publicados em todos os jornais nacionais os recursos entrados e a sua aplicação para o conhecimento da população”. Para o chefe do Governo, “há quem sempre quer ganhar a vida, nomeadamente a vida política ou outro expediente para se realizar”, mas garantiu que “nenhum centavo do donativo será desviado para outros fins que não seja a reconstrução da ilha do Fogo”, para minimizar os impactos do sofrimento da sua gente na sequência da erupção, a mais destrutiva dos 100 últimos anos. Este disse que na gestão dos donativos, o Governo vai pautar-se pelo “rigor e transparência”, anotando que o Gabinete de Reconstrução do Fogo vai trabalhar em estreita colaboração com as Câmaras Municipais, associações de Chã das Caldeiras e o Gabinete de Desenvolvimento Regional da Associação dos Municípios do Fogo e da Brava e todas as actividades serão divulgadas. Durante a cerimónia de abertura do fórum, cuja finalidade é a de avaliar as vias para garantir às populações afectadas o reforço dos serviços sociais de base, consensualizar o modo de utilização da Caldeira, identificar o local do novo assentamento, de entre outras, José Maria Neves disse que há muita discussão em relação à erupção e as medidas e soluções a serem adoptadas para fazer face a este momento que considera de “mais difícil” para a ilha e a sua população. “A realização do fórum é prova da evolução da sociedade e da própria democracia”, considerou o chefe do Executivo, esperando que o evento seja um espaço de debate e o consenso necessário sobre o futuro da ilha do Fogo e de Chã das Caldeiras, em particular. Para o chefe do Governo, a última erupção vulcânica veio a pôr a prova um conjunto de instrumentos e de instituições, indicando que pela forma como os instrumentos criados e as instituições envolvidas responderam à solicitação demonstra que obtiveram resultados positivos na prova. Neste sentido, destaca de entre outras a contribuição do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, da Universidade de Cabo Verde, a Protecção Civil, a Polícia, as Forcas Armadas e as Câmaras Municipais. A construção do novo assentamento, da estrada de acesso via norte, reabilitação da estrada utilizada actualmente, recuperação das infra-estruturas económicas e sociais, mecanismos de compensação às pessoas pelas perdas materiais, assim como promover uma ampla discussão sobre o processo de recuperação dos efeitos da erupção, visando estabelecer as linhas gerais sobre as modalidades desta recuperação, são de entre outros aspectos que se pretendem com a realização do fórum. Igualmente José Maria Neves defendeu a necessidade de repensar a forma de tirar maior proveito das potencialidades turísticas e a sua valorização, assim como nos domínios agrícola, pecuária e indústria de transformação. Luís Pires, enquanto presidente da Associação dos Municípios do Fogo, disse, na cerimónia de abertura, esperar que o fórum venha a produzir subsídio para elaboração de um plano estratégico para o desenvolvimento da ilha. Este salientou que apesar das direcções-gerais do Turismo de todos os governos “nunca” terem dado atenção à ilha, não obstante a sua potencialidade, “o vulcão de vez enquanto faz a sua autopromoção como destino turístico”, já que após a erupção de 1995 o sector conheceu um salto enorme e acredita que após esta última vai conhecer um incremento ainda maior. “Chã das Caldeiras deve-se transformar num domicílio laboral e nas proximidades deve ser construído o assentamento e domicílio familiar da população que deve manter a sua identidade”, disse Luís Pires. O autarca defende a construção da estrada via norte passando por Monte Velha/Piorno/Campanas de Cima idealizado nos anos 80 do século passado, a retoma do turismo para Chã ainda no decurso deste mês, assim como a organização de transporte para as pessoas que vão trabalhar na Caldeira até a construção do novo assentamento. O fórum, de acordo com o programa, vai girar a volta de três grandes painéis, entre os quais a “prevenção de riscos e respostas a catástrofes”, com subtemas como cartografia de riscos da ilha do Fogo e capacidade de prevenção de riscos, respostas a catástrofes e recuperação dos seus efeitos. O segundo painel incide sobre as “necessidades básicas da população afecta”, em que se analisa a satisfação das necessidades básicas da população deslocada como saúde, educação, água, energia e saneamento. O terceiro painel aborda a intervenção no sector económico para recuperação da ilha do Fogo, com destaque para os aspectos como a estratégia de intervenção neste sector, a reconversão do tecido produtivo agro-pecuário, da actividade do sector não agrícola (turismo) e novo assentamento populacional. JRInforpress/Fim
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