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Ilha do Fogo: Instalação do comando regional do SNPCB é o culminar de um longo processo – Governo

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Actualizado a 27/02/2015, 16:46 São Filipe, 27 Fev (Inforpress) – A instalação do comando regional do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) para a região Fogo/Brava é o culminar de um processo de descentralização deste serviço, iniciado em 2012, disse ministra Marisa Morais. A titular da pasta da Administração Interna, que inaugurou na manhã de hoje e conferiu posse ao comandante regional de Protecção Civil para as ilhas do Fogo e Brava, Edson Alberto Barros Alfama, disse esperar poder inaugurar os outros quatro comandos previstos na lei de descentralização do SNPCB. Para Marisa Morais, o ideal seria instalar o comando antes da erupção vulcânica, que segundo a mesma foi “um aprendizado” para o SNPCB e de todos aqueles que estiveram envolvidos no processo de transferência e alojamento dos deslocados de Chã das Caldeiras e na mobilização dos recursos necessários. A descentralização do SNPCB visa ter uma estrutura do serviço mais próxima das pessoas e das situações de riscos, de modo que, em cenários de catástrofes naturais ou acidentes, possa resolver a demanda da população, apelando ao primeiro comandante regional da Protecção Civil empossado para ter “espirito de dedicação, abnegação e de sacrifício” para a “nobre” função. Esta solicitou ainda o esforço para trabalhar de forma colectiva, porque individualmente, precisou, não se consegue atingir os objectos, anotando que o sucesso da protecção civil, cuja equipa é reduzida, está neste espirito de colectividade. O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Luís Pires, em nome dos homólogos da região, disse que a inauguração e entrada em funcionamento do comando regional é mais um “momento histórico” para a região, e que veio demonstrar a necessidade que havia de se ter uma equipa deste serviço à altura das exigências das duas ilhas. “A ilha do Fogo viveu nas últimas duas décadas duas grandes catástrofes que aconteceram em Cabo Verde, as erupções de 1995 e de 2014”, disse Luís Pires, anotando que com isso não se pretende a transferência da sede do SNPCB, mas ter uma estrutura local das exigências e necessidades das duas ilhas. Este disse que após uma primeira tentativa de instalação, em 2002, de um corpo de bombeiros a base de voluntario que acabou por desactivar, São Filipe vai ter um corpo de bombeiro com voluntários e uma pequena unidade profissional, porque conforme explicou “tudo não pode funcionar a base de voluntariado”. Luís Pires anunciou na cerimónia a doação do espaço onde funciona a oficina central, onde foi instalado o Comando, para instalação do corpo de Bombeiros para servir às ilhas do Fogo e da Brava, anotando que a oficina com a expansão da centralidade urbana está situada entre a escola secundaria, centro de formação e hospital regional, além de habitações e, como tal, não é apropriado continuar a funcionar neste local. O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Arlindo Lima, disse, por sua vez, que a operacionalização do comando regional ocorre num “momento especial” e critico para a ilha, na sequência da erupção vulcânica, anotando que a sua instalação é uma forma de fortalecer as instituições que tem capacidade de respostas em situações do género. A instalação visa a descentralização dos serviços de modo a estar mais próximas das pessoas, minimizando o sofrimento num cenário de acidente, catástrofes que venham a ocorrer. Edson Alberto Barros Alfama, licenciado em economia e gestão, é, assim, a partir de hoje, o comandante regional do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros. JR Inforpress/Fim
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