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Erupção Vulcânica: Fórum para reconstrução do Fogo programado para 02 e 03 de Março

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Actualizado a 25/02/2015, 13:23 São Filipe, 25 Fev (Inforpress) – O fórum para a reconstrução da ilha do Fogo, anunciado pelo primeiro-ministro, na sequência da erupção vulcânica de 23 de Novembro de 2014,  realiza-se na cidade de São Filipe,  nos dias 02 e 03 de Março. O fórum vai agregar à volta da mesma mesa representantes dos poderes central e local, dos diversos sectores da sociedade civil e representantes das comunidades de Chã das Caldeiras, cujos povoados de Bangaeira, Portela e Ilhéu de Losna e um vasto campo de cultivo,  foram destruídos pelas lavas da erupção vulcânica de 2014 para  em conjunto discutir a recuperação e minimizar os efeitos da erupção. A razão da realização do fórum, conforme uma nota de imprensa do Gabinete de Comunicação Imagem do Governo,  é “promover uma ampla discussão sobre o processo de recuperação dos efeitos da erupção, em vista a estabelecer as linhas gerais sobre as modalidades desta recuperação,  de modo que as zonas afetadas e toda a Ilha do Fogo venham a ficar melhor do que antes da erupção”. Com a sua realização pretende-se, de entre outros, proceder a identificação dos principais eixos de desenvolvimento do sector agrícola, incluindo as vertentes agro-pecuária e agro-industrial das zonas altas da Ilha do Fogo, proporcionar pistas para o incremento do sector económico não agrícola da Ilha, como turismo, artesanato e infra-estruturas. Igualmente com o fórum as autoridades governamentais pretendem avaliar as vias para garantir às populações afetadas o reforço dos serviços sociais de base como a saúde, a nutrição, a educação, a água e o saneamento O evento visa ainda consensualizar o modo de utilização do interior da cratera (Chã das caldeiras) e identificar a localização do novo assentamento populacional para os deslocados de Chã das Caldeiras, além de contribuir para o reforço das capacidades nacionais e locais de prevenção de riscos e de recuperação dos efeitos de catástrofes. Em relação ao novo assentamento populacional, depois de numa primeira abordagem e de a população ter indicado a zona de Cabeça Fundão como a predileta para acolher o assentamento, neste momento há divergências sobre a sua localização, com uma parte inclusive a apontar para a zona de Monte Barro, nas proximidades da cidade de São Filipe, como ideal As autoridades locais, nomeadamente de Santa Catarina do Fogo, continuam a defender a localização de assentamento no município de Santa Catarina e o que espaço mais privilegiado seria nas proximidades de Achada Furna, de modo a facilitar a deslocação das pessoas a Chã das Caldeiras para continuar a trabalhar os seus campos agrícolas. Durante a realização do fórum, os participantes vão reflectir sobre o futuro de Chã das Caldeiras enquanto sítio para habitação, já que no espaço de 20 anos foi por duas vezes atingida por erupção vulcânica que provocou sofrimento à população, assim como um rasto de destruição na perspetiva de evitar cenários diferentes em caso de ocorrência de nova erupção. As entidades estão conscientes das potencialidades económicas de Chã das Caldeiras, factor que levou a fixação ali de pessoas  Nesta base?  durante o fórum os participantes vão procurar encontrar forma para exponenciar o aproveitamento das potencialidades e integrar o seu incremento no processo de reconversão do tecido produtivo da ilha no seu todo. Outro aspecto que vai ser analisado é a localização da adega/cooperativa de vinho, a  definição se será reconstruído apenas uma adega ou mais de que uma, tendo sido selecionados vários espaços para albergar esta infra-estrutura económica, sendo um deles, o preferido dos produtores de Chã, o espaço localizado entre Boca Fonte e Portela, num sitio denominado de “cabo Nho Ernesto) no interior da Caldeira. JR Inforpress/Fim  
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