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Erupção Vulcânica: Se defender a população e exigir melhores condições é campanha o MpD está em campanha – deputado

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Actualizado a 19/02/2015, 17:02 São Filipe, 19 Fev (Inforpress) – O deputado do Movimento para Democracia (MpD-Oposição) Jorge Nogueira disse hoje que, “se cumprir as atribuições e zelar para que a população viva em melhores condições é campanha eleitoral, então o grupo parlamentar do MpD está em campanha”.   Jorge Nogueira fez essas considerações hoje em conferência de imprensa para reagir, em nome do grupo parlamentar do MpD, às declarações dos deputados do PAICV e dos presidentes das Câmaras Municipais da ilha do Fogo, segundo as quais a recente visita dos deputados do MpD à ilha foi “campanha política e aproveitamento da desgraça proveniente da erupção vulcânica”. Nogueira, que começou por lembrar que uma das atribuições dos deputados é contactar a população e zelar para que ela viva de melhor forma, sublinhou, no encontro com os jornalistas, que, “se pedir para dar condições dignas de habitabilidade às pessoas, para que o governo assuma a sua responsabilidade, para que as famílias tenham dignidade e possam ter água e casas com as mínimas condições é fazer campanha, estamos e queremos continuar em campanha politica”. O cenário escolhido pelo deputado para realizar esta conferência de imprensa em Achada Furna, foi um espaço à frente de uma das casas habitadas por famílias deslocadas de Chã das Caldeiras, mas sem portas e janelas. Segundo Jorge Nogueira, três meses depois do início da erupção as famílias estão a viver em condições “indignas e desumanas”, com crianças a viverem em casas sem portas e janelas, num único espaço, sem água (caso de Monte Grande), outras em tendas, quando, conforme explicou, a menos de 100 metros estão 40 apartamentos do projecto “Casas para Todos”, prontas há um ano e de portas fechadas, “apesar de o primeiro-ministro ter prometido a sua utilização para albergar a população de Chã das Caldeiras”. Para Jorge Nogueira a questão dos deslocados de Chã das Caldeiras tem sido analisado em duas perspectivas diferentes, de um lado há a visão dos deputados do PAICV e dos presidentes das Câmaras que querem esconder esta vergonha para que ninguém fale disso, e de outro lado a visão de deputados do MpD que querem apresentar esta verdade e exigir que o Governo resolva esta situação. Segundo Nogueira, “não vale a pena enganar as pessoas de que não há dinheiro, que há promessas e não há entrada de dinheiro, porque esta estratégia não colhe”. Para reforçar esta tese, explicou que o Governo tem mais de 250 mil contos que deviam estar no fundo que foi criado para acudir situações de catástrofe, a que se juntam os 45 mil contos retirados do Orçamento Geral do Estado e outros 30 mil contos provenientes da cobrança do imposto sobre valor acrescentado (IVA) de 0.5 por cento (%) referente ao mês de Janeiro. Só com a soma dessas parcelas, disse, o Governo tem mais de 300 mil contos para resolver esta situação. “Se é um Governo que não cumpre aquilo que está na lei, isto é uma outra questão”, frisou. O parlamentar do MpD disse, por outro lado, que os seus colegas do PAICV e os presidentes das Câmaras perderam a oportunidade para questionar o Governo sobre o paradeiro de todo   o dinheiro supostamente destinado a Chã das Caldeiras, atendendo que até este momento apenas 18 mil contos foram transferidos para o Serviço Nacional de Protecção Civil para resolver todos os problemas relacionados com Chã das Caldeiras. Entretanto, e por considerar que as pessoas deslocadas de Chã das Caldeiras estão a viver em situação desumana, o parlamentar apelou pela intervenção do Presidente da República, junto do Governo, para que esta situação seja resolvida o mais rapidamente possível. JR Inforpress/Fim  

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