28 Junho 2022

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Fogo: 300 pessoas tiram benefícios, mas não viviam na Chã

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Um inquérito realizado pelas autoridades confirma que 300 pessoas contempladas com cestas básicas e outras regalias não viviam em Chã das Caldeiras na altura da erupção. Há inclusive quem tenha vindo de fora da ilha para apanhar o "mascadjon". Durante uma semana, uma equipa de recenseamento que integra três moradores de Chã das Cadeiras, representante das câmaras municipais, Protecção Civil e Cruz Vermelha percorreu os centros de acolhimento dos desalojados, para identificar as pessoas. E constataram que havia muitos "oportunistas infiltrados. 300 pessoas que nunca viveram na Chã das Caldeiras, mas que estavam incluídas na lista dos deslocados pela erupção vulcânica, beneficiando de cestas básicas e de outras regalias. O censo de 2010 apontava para a existência de uma população aproximada de 700 pessoas, distribuídas por 158 famílias. Mas após a erupção verificou-se um aumento súbito dessa população. Actualmente estão inscritas 367 famílias, distribuídas pelos Centros de Acolhimento de Achada Furna (129), Monte Grande (110), Mosteiros (67) e São Filipe (61). E descobriu-se o gato: famílias que há muitos anos não viviam em Chã das Caldeiras, mas são beneficiados. Até ex-moradores a viverem nas outras ilhas foram receber donativos. Nós próximos dias será afixada uma lista com o nome das pessoas que residiam em Chã das Caldeiras à data da erupção, esperando pela reacção das pessoas que são cortadas das listas. Já a partir da próxima semana, apenas as pessoas que realmente residiam em Chá das Caldeiras vão beneficiar das ajudas, garantem as autoridades.
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